Bibliodiversidade: Prática e Teoria
Fundamentos teóricos e práticos do conceito de bibliodiversidade e sua aplicação no sistema do livro e da leitura.
32h
Pós-GraduaçãoBibliodiversidadeEspecialização · Lato Sensu · Presencial
e Políticas Editoriais
Formação para compreender quem faz os livros e em que condições são produzidos, difundidos, catalogados e lidos — e por que o livro ressurge como central no debate político e na constelação digital.
Encontros no período noturno, ao longo de 18 meses, no campus da FESPSP no centro de São Paulo.
Início: próxima turma em outubro
Noturno · segundas e quartas-feiras
R$ 420,00
Valor para as 12 primeiras mensalidades
Demais mensalidades: R$ 600,00
Descontos e condições especiais para funcionários e associados de instituições conveniadas — extensivos a filhos, cônjuges e pais.

Há alguns anos, o conceito de bibliodiversidade foi incorporado às discussões de editores, bibliotecários, mediadores de leitura e leitores preocupados com as políticas do setor. Pensar quem faz os livros e em que condições são produzidos, difundidos, catalogados e lidos tornou-se fundamental para entendermos o sistema literário brasileiro.
Pensadores da mídia, em suas diferentes plataformas, têm adotado o livro como uma espécie de paradigma: um objeto ordenado e ordenador que orienta a construção da enorme constelação da web.
Longe de ter se tornado um objeto do passado, superado pelo mundo digital, o livro ressurge como central no debate político — instrumento de mobilização e de organização das diferentes organizações e instituições políticas.
Estudar dois aspectos essenciais da cultura letrada do nosso tempo: as raízes ativas do livro e suas conexões com seus ramos, folhas e frutos digitais.
Construir um debate sobre o sistema do livro e da leitura bibliodiverso, incorporando diferentes projetos editoriais e segmentos sociais de forma autônoma, em diálogo com as novas plataformas.
Debater os fundamentos da edição, pensando o papel do livro num sistema midiático que se utiliza das tradições democratizantes da leitura para, muitas vezes, subverter a própria noção de democracia.
Os eixos articulam as disciplinas ao longo dos 18 meses, combinando política, políticas públicas, história do livro e prática editorial.
O livro como instrumento de organização e legitimação de ideias políticas, das disputas históricas ao uso eleitoral e à luta contra a censura.
A construção das políticas públicas do livro e da leitura no Brasil, os marcos legais desde a Redemocratização e o Plano Nacional de Leitura e Escrita.
O livro como uma das primeiras mercadorias da modernidade e eixo central da história cultural, das editoras e bibliotecas às disputas contemporâneas.
Produtos editoriais, bibliodiversidade na escola e nas bibliotecas, encontros com profissionais do livro e produção coletiva de um livro digital.
Editores, jornalistas, bibliotecários, comunicadores, militantes políticos e cientistas sociais interessados nas disputas culturais. A partir dos paradigmas sólidos do livro e de seus diálogos com outros produtos editoriais — digitais ou não —, esses profissionais aprofundam reflexões práticas e teóricas sobre a produção editorial e sua centralidade na modernidade.
Formação presencial em 18 meses, com 12 disciplinas de 32 horas e ementas aprofundadas.
Encontros às segundas e quartas-feiras, no período noturno, no campus da FESPSP no centro de São Paulo.
As atividades ao longo do curso podem pontuar para a obtenção do título, sem obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso.
Curso dedicado à bibliodiversidade, conceito central no debate contemporâneo sobre livro, leitura e políticas editoriais.
Fundada em 1933, é a faculdade de Ciências Humanas e Sociais mais tradicional do Brasil.
Oficina com produção coletiva de um livro digital e encontros com profissionais que fazem as ideias circularem.
384 horas-aula distribuídas em 12 disciplinas de 32 horas, integrando teoria e prática da bibliodiversidade, política, legislação, história do livro e oficinas editoriais.
Fundamentos teóricos e práticos do conceito de bibliodiversidade e sua aplicação no sistema do livro e da leitura.
32h
O livro como instrumento de organização política: 'Livro Revolucionário', 'Livro Doutrinário', 'Livro de Intervenção' e as disputas em torno do livro no Brasil dos anos 2000.
32h
De Mário de Andrade aos planos nacionais, estaduais e municipais: experiências concretas para democratizar o acesso ao livro e à leitura.
32h
O livro como uma das primeiras mercadorias da modernidade, seu processo técnico de constituição e seu papel na difusão de ideias políticas e sociais.
32h
A luta contra a censura, as instituições do livro (editoras e bibliotecas) e a bibliodiversidade nos produtos editoriais contemporâneos.
32h
Os marcos legais do livro da Redemocratização ao Plano Nacional de Leitura e Escrita (2018) e as políticas de compra de livros para escolas e bibliotecas.
32h
Como o livro orientou a organização das plataformas digitais e como elas se tornaram ponto de partida para a escrita individual e coletiva de obras.
32h
PNLD, PNLD Literário e PNLD Equidades: a bibliodiversidade na construção de acervos escolares, públicos e comunitários, físicos e digitais.
32h
O livro como objeto e metáfora da literatura: livros que discutem a produção literária e os personagens-escritores que nunca acabam seus livros.
32h
Encontros com escritores, bibliotecários, editores, divulgadores e livreiros: quem faz as ideias circularem na forma escrita.
32h
Debates semanais sobre o tema, a partir de assuntos sugeridos pelos próprios estudantes.
32h
Trabalho coletivo de escrita, pesquisa ou edição, com produção de um livro digital distribuído gratuitamente e propostas de edição limitada.
32h

Fundador da editora Alameda e jornalista com passagens por Opera Mundi, UOL, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. Doutor em Literatura Brasileira pela FFLCH-USP, é professor convidado do programa de pós-graduação em Literatura da UFSCar e editor premiado com o Jabuti de Livro do Ano (2015) e três prêmios da Fundação Biblioteca Nacional (2021).
A FESPSP mantém convênios que oferecem descontos e condições especiais para funcionários e associados de empresas e instituições parceiras. Os acordos beneficiam também filhas, filhos, cônjuges e pais. Para obter o desconto, basta comprovar o vínculo no ato da matrícula.
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*30% de desconto válido para as 12 primeiras mensalidades.